segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dia em paz


Mas hoje descobri pra onde quero ir

Pra lá, tão distante, tão longe que não sei chegar

Hoje, só hoje, alguém me fez sorrir

Sem pensar, num instante, flutuante pelo ar

Hoje, acordei cantante, viajante em um bem estar

Procurei  motivos, nem nos livros pude achar

Levantei pulsante, amante do que se pode amar

Inventei sorrisos, perdi o juízo em algum lugar

Hoje, tudo estava belo, o mundo era sincero e eu fui aproveitar

La fora, não há mais inverno, o sol está amarelo a te chamar

Hoje, eu não sou inferno, eu não sou moderno, sou apenas o teu lar

Ao mundo me revelo, por mais nada espero, só dormir e sonhar

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O levante


Há aquelas que te fervem o sangue

Em todas elas sempre quero mais

Olhares que mesmo que te espante

Te deixam cada mais voraz

 

Foi por você, foi só um instante

Me levou e me fez voar

Fiquei no fundo, fiquei distante

Buscando léguas pra te encontrar

 

Teu corpo acalma todo meu semblante

Só com você me senti em paz

Me encontro em ti, como teu amante

Me perco em ti sem sequer notar

 

A vida toda, é o teu levante

É a tua voz que fiquei a esperar

Por toda selva vivi errante

Só no teu colo fui me acalmar

 

Em teu amor, eu fui gigante

Em tua mão fui terminar

Na tua luz fui brilhante

Da tua sombra não pude voltar

 

 

 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Clareza


Não tente enxergar com clareza

Esse mundo que te rodeia

Não tente ter a certeza

Se tudo aqui incendeia

 

Não tente sentir por paixão

Tudo aquilo que enxerga

Deus deu ao homem emoção

E ela para o homem cega

 

Não tente entender

Coisas que nunca são ditas

Do que vai se perder

Um pouco será sua vida

domingo, 2 de setembro de 2012

A Força


A força provém da alma

Do peito, do jeito, do amor

Muito além, da calma

No seio, no meio, no calor

 

O medo só pode entrar

Num coração que já viu a dor

Há quem não sabe enfrentar

Há quem não conheça o amor

 

A força provém da vontade

Da vaidade, da determinação

A alma detém a verdade

A bondade, a paixão

 

A batalha está no teu interior

Pra acalmar o desespero

Para enganar tua dor

Libertar do receio

 

A força provém lá do fundo

Da paixão, ilusão, da saudade

A alma além do mundo

Da razão, vocação, humildade

 

sábado, 1 de setembro de 2012

Aquela mulher


Aquela Mulher

Todos os dias ao longo dos anos, os homens recebem criticas e cobranças do sexo oposto sobre como faltam sentimentos, como somos egoístas e esquecemos datas.

Há poucos dias li uma frase em um site da internet que mencionava que a mulher que dizia que todos os homens são iguais é porque nunca foi capaz de ser a diferença para um.

Existem muitas hipocrisias nas relações como o sexo oposto, os homens tentam sempre ser anti sentimentais, hoje em dia os homens que dormem com várias mulheres são unanimidades quando, em uma outra era, eram exceções.

O que eu pergunto é onde está aquela mulher confiante, adulta, independente e que quer em um homem o mesmo valor que a maioria se esforça tanto para preservar.

Onde estão as mulheres que não consideram uma relação madura apenas passear com outros homens como papagaios no ombro.

Não se engane mulher, a paixão que ferve dentro do sexo feminino é o que mais encanta um homem, mas o que encanta à ambos os sexos é o respeito mútuo e aconfiança, o fato de se querer construir algo juntos.

Infelizmente, vivemos em uma época tão individualista, que cada um tem como sua prioridade saciar a si mesmo do que construir algo em conjunto, sejam os tempos modernos, seja a evolução da espécie mas de alguma forma os relacionamentos se destinam à um fracasso em sua maioria dos casos nos dias atuais.

Bem vindos à selva, o homem aprendeu a estudar e se tornou cada vez mais ignorante, o ser humano passou a julgar o romance como piegas ou brega e passou a valorizar uma falsa malandragem, onde você ferir os sentimentos dos outros é um poder alucinante.

Homens e mulheres buscam a felicidade e ao mesmo tempo fazem campanhas pelo desapego, quem poderá entender??

sábado, 25 de agosto de 2012

Sentimento Emoldurado


Ainda me pergunto,

onde estarás

Aquele rosto bonito

Que não vejo mais

 

No vento escuto

Tua voz a me chamais

Parecem sussurros

A me despertar

 

Deixei o tempo

Tua face levar

Sinto-te como o vento

Sem te enxergar

 

No lugar do meu peito

Aquele vazio

Me vêm todo seu jeito

Em cada arrepio

 

Tão triste amada

Esquecer tuas feições

Só recordar tua alma

Que uniu nossos corações

 

Mas tenho a ti para sempre

De olhos fechados

Sem rosto, sem corpo, em minha mente

Num sentimento emoldurado

 

 

 

sábado, 18 de agosto de 2012

De velhos e novos


Tenho a alma partida

Pelos ventos do passado

Alegrias esquecidas

Em sorrisos forçados



Já me vi em outras vidas

E pequei sem nunca ser perdoado

Tenho esperanças esquecidas

E sonhos que foram enterrados



De todas as quedas, feridas

De todos os tombos, levantado

De outros amores, despedidas

De novos, muito cuidado



Tenho muitas marcas que não são vistas

Sentimentos que são abafados

Guerras que foram perdidas

Combates em que fui moldado



Passei por toda a vida

E de pé contínuo montado

Tenho muito a minha vista

E um mundo a ser conquistado




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pedaços


Nos olhos da cobra

Me parti em tantos pedaços

No coração que agora esnoba

Habitado por outros fracassos

Procurei tanto aquela prova

Que me atingiu com seus estilhaços

Nenhum sentimento se renova

Amor, o picadeiro, nós, os palhaços

Todas as armas que esta engloba

Todos soldados mortos ao cansaço

Caminhos, muitas vezes, sem volta

Tempestades que ao fim eram mormaços

De tantos labirintos me perdi

De tantos tombos sai ileso

Em uma vida quantas vezes renasci

Em quantas mortes me afundei pelo desejo

Sobre muitas vezes me omiti

Sob muitas luas te amei em segredo

Em muitos destes versos me escondi

Porque da tua resposta sentia medo

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os que vem e os que vão


No meu coração ficarão

Os que estão, os que vem e os que vão

Estes viverão mas nunca saberão

Como chegar como de lá sairão

Haverá ódio e paixão, remorso e perdão

Será real e ilusão, fantasia e pé no chão

Você será a razão do meu batimento ou recordação

Irá viver em meu coração, como sofrimento ou a sua função

Pois só lá ficarão, os que estão, os que vem e os que vão

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A flor

A flor pelo vento foi ferida
E agora por toda brisa
Tende a se recolher

Deixou voar sua beleza
Que jamais será a mesma
Por uma dor que sempre irá se repetir

Aquele vento inocente desfigurou a flor
Hoje ela é só espinho

Deixa os outros cravos florescerem

Para enfrentar o vento sozinho

Que passem todas as chuvas
Que arrastem todas as suas cores
A flor resiste a todas as curvas
A flor não possui mais amores

domingo, 8 de julho de 2012

Despertar


Acordei para um mistério

Me deitei em teu olhar

Larguei tudo que era sério

Fui embora sem pensar



De onde vejo tudo isso

Não vejo mais explicação

Perco todos os sentidos

Mas ganho toda a emoção



Esqueça todos os problemas

Escute de novo o coração

Escape de todos os dilemas

Sinta de novo a pulsação



Você não vai viver pra sempre

Talvez não viva até amanhã

Por isso viva intensamente

Fuja de todo divã

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aos poucos

Tenho poucos amigos, mas os que tenho valem pelos que perdi
Tive poucos amores, mas foram este que me trouxeram aqui
Muito poucos bajulo, mas os que agrado fizeram por merecer
Nem por muito me curvo, por poucas razões dou o braço a torcer
Talvez não te agrade, mas sou tudo que eu posso oferecer
Levo pra ti minha verdade, e o que tem para mim em você
Quando abro o sorriso, é porque lá de dentro vem o querer
Agradar, nem sempre preciso, não adianta tentar me convencer
Por ti perco o juízo, me mudo para não te perder
Aos poucos é como vivo, mas muitos queriam o meu viver




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Roleta Humana

O homem é incapaz de não sentir maldade
A veia de toda mentira é a que esconde a verdade
Aos olhos de Deus somos todos iguais
Aos meus e os seus cada um pode mais

Só consegue ver a luz
Aquele que está no escuro
A cada vida uma cruz
A cada erro o futuro

Todos já te julgaram
E você sempre os condenou
De todos que te amaram
A quantos você perdoou

Todos praticam desapego
Todos querem ser donos de alguém
pra toda força existe um medo
toda sombra pertence a alguém

nas profundezas daquelas almas
mergulharam todos os seus segredos
nas tristezas daquela sala
repousaram todos os seus defeitos

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tua presença

A tua presença me acostumou
A te querer por perto
A tua ausência me ensinou
Que o tempo nem sempre está certo

Você aqui me fez sentir
O que de longe eu esquecia
Me fez despir, te ver partir
Partindo em dois minha agonia

Em teu colo vi nascer
Tantos outros continentes
Me vi solo, te ouvir dizer
O quanto somos diferentes

A tua voz ecoa ao fundo
De nossas fotos na lareira
Estamos nós no escuro
Teu semblante me rodeia

Na tua presença no teu afago
Na paz que tu trazias
Na tua ausência, o gosto amargo
De te esquecer todos os dias

domingo, 22 de abril de 2012

A espreita

Na leveza de um sonho Em um sono profundo Na beleza que eu escondo Que ainda exista nesse mundo Sob as vozes de um suspiro Entre as linhas de um poema Por trás de todo sorriso A espreita de um problema Muitas palavras não convencem E a resposta vem em silêncio Alegria é ser inocente Nem toda dor é levada pelo tempo Felicidade é ser ingênuo A espreita de um mundo real Onde o amor é sempre perfeito Escondido acima de todo mal

terça-feira, 3 de abril de 2012

Às avessas

Enquanto todos te achavam bela
Eu só queria te entender
Transcender o que te projeta
Mergulhar no seu você
Enquanto tua boca rasgava o sorriso
Teu olhar lançava a decepção
Enquanto os outros ouviam teus gritos
Eu só queria segurar tua mão
Enquanto tu me chamava maldito
Eu perpetuava tua ilusão
Enquanto eu procurava teu espirito
Você insistia em me mostrar tua razão
Enquanto eu tentei ser o teu amigo
Você tentou jogar-me ao chão
Quando finalmente estava eu perdido
A tua farsa rasgou meu coração
Agora eu a ti não dou mais ouvidos
Pois dentro de ti sei que tudo foi em vão

sábado, 24 de março de 2012

Uma questão

Na vida tudo é uma questão de jeito, de medo, de determinação
Na vida tudo é uma questão de peito, receio e motivação
Na vida tudo é uma questão de respeito, conceito e reputação
Na vida tudo envolve um meio, um risco e uma competição
Na vida tudo é uma questão de tempo, acertos e superação
Na vida tudo é uma questão de direito, preconceito e compreensão
Na vida tudo é uma questão defeito, imenso e perdão
Na vida tudo tem que ser tenso, intenso e com emoção

sexta-feira, 16 de março de 2012

Amor Prisioneiro

Há correntes em seu corpo
Que prendem o seu coração
A um passado nebuloso
Onde tudo foi em vão

Tem magia nas palavras
Que buscam te aterrorizar
Promessas que nunca serão pagas
E você ainda quer acreditar

Há uma luz em seu olhar
Há um fogo em tua alma
Até quando vai deixar
O mundo levar a sua calma

Em flores tão perfeitas
Que morrem em um jardim
Um olhar que ainda espreita
Ter você em mais um fim

Versos tremem em seus lábios
Ódio pulsa em seu peito
Da vida todos somos bastardos
E nenhum é nosso direito

Na justiça dos homens
a fraqueza de um poder
na boca dos que tem fome
a arte de sobreviver

Em sua mente a confusão
Que nunca vai cessar
Ainda vive a ilusão
De tudo explicar

Deixou seu amor prisioneiro
Calou a voz do seu pesar
Voou pelo mundo inteiro
Mas nunca saiu de um lugar

quarta-feira, 7 de março de 2012

Marcas da vida

Você quer ser tolerante
Mas a vida levou sua tolerância
Você quer ser interessante
Mas a vida só te deu arrogância
Quantos sonos lhe foram roubados
Em quantas esquinas você se perdeu
Quantos sonhos foram despedaçados
Pra quantos medos você já tremeu?
De onde vem a depressão
Pra onde vai tanto pavor
Porque o medo assola um coração
Onde deveria habitar amor
Quantos tombos te deram a resposta
Quantas vitórias você deixou passar
Pra quanto bem você deu suas costas
Em quantos olhos você fez chorar
As vezes que você foi sua primeira escolha
Os quantos céus você não apreciou
Quantas horas você perdeu a toa
e foi a vida que te derrubou?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Jogo de palavras

Noites, chuvosas, solitárias e tristes
Dias, nublados, longos e de sol
Olhos, puxados, alegres, fechados
Vozes, ditadas, trêmulas e conversas
Mãos, suadas, macias e dadas
Bocas, fechadas, rachadas e unidas
Palavras, marcadas, cruzadas e bonitas
Feras, domadas, selvagens e extintas
Luas, cheias, novas e românticas
Saudade, de ti, tua força, teu abraço
Momentos, insanos, intensos e passados
Amigos, falsos, verdadeiros e achados