sábado, 25 de agosto de 2012

Sentimento Emoldurado


Ainda me pergunto,

onde estarás

Aquele rosto bonito

Que não vejo mais

 

No vento escuto

Tua voz a me chamais

Parecem sussurros

A me despertar

 

Deixei o tempo

Tua face levar

Sinto-te como o vento

Sem te enxergar

 

No lugar do meu peito

Aquele vazio

Me vêm todo seu jeito

Em cada arrepio

 

Tão triste amada

Esquecer tuas feições

Só recordar tua alma

Que uniu nossos corações

 

Mas tenho a ti para sempre

De olhos fechados

Sem rosto, sem corpo, em minha mente

Num sentimento emoldurado

 

 

 

sábado, 18 de agosto de 2012

De velhos e novos


Tenho a alma partida

Pelos ventos do passado

Alegrias esquecidas

Em sorrisos forçados



Já me vi em outras vidas

E pequei sem nunca ser perdoado

Tenho esperanças esquecidas

E sonhos que foram enterrados



De todas as quedas, feridas

De todos os tombos, levantado

De outros amores, despedidas

De novos, muito cuidado



Tenho muitas marcas que não são vistas

Sentimentos que são abafados

Guerras que foram perdidas

Combates em que fui moldado



Passei por toda a vida

E de pé contínuo montado

Tenho muito a minha vista

E um mundo a ser conquistado




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pedaços


Nos olhos da cobra

Me parti em tantos pedaços

No coração que agora esnoba

Habitado por outros fracassos

Procurei tanto aquela prova

Que me atingiu com seus estilhaços

Nenhum sentimento se renova

Amor, o picadeiro, nós, os palhaços

Todas as armas que esta engloba

Todos soldados mortos ao cansaço

Caminhos, muitas vezes, sem volta

Tempestades que ao fim eram mormaços

De tantos labirintos me perdi

De tantos tombos sai ileso

Em uma vida quantas vezes renasci

Em quantas mortes me afundei pelo desejo

Sobre muitas vezes me omiti

Sob muitas luas te amei em segredo

Em muitos destes versos me escondi

Porque da tua resposta sentia medo

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os que vem e os que vão


No meu coração ficarão

Os que estão, os que vem e os que vão

Estes viverão mas nunca saberão

Como chegar como de lá sairão

Haverá ódio e paixão, remorso e perdão

Será real e ilusão, fantasia e pé no chão

Você será a razão do meu batimento ou recordação

Irá viver em meu coração, como sofrimento ou a sua função

Pois só lá ficarão, os que estão, os que vem e os que vão

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A flor

A flor pelo vento foi ferida
E agora por toda brisa
Tende a se recolher

Deixou voar sua beleza
Que jamais será a mesma
Por uma dor que sempre irá se repetir

Aquele vento inocente desfigurou a flor
Hoje ela é só espinho

Deixa os outros cravos florescerem

Para enfrentar o vento sozinho

Que passem todas as chuvas
Que arrastem todas as suas cores
A flor resiste a todas as curvas
A flor não possui mais amores