terça-feira, 22 de novembro de 2011

Confuso

Suas idéias já não são as mesmas
Já não ri de tanta besteira
Não se anima no carnaval
E todo dia é igual

Já não olha pra mesma beleza
Na alegria sente tristeza
Na primavera sente o verão
O que se espera dessa confusão

Estar cansado, saber viver
Do outro lado, sem ter porque
Estar confuso é ser igual
A todo mundo no temporal

Não tenho norte pra me guiar
Não sou tão forte pra não chorar
Eu não entendo a maldição
De ser vivente, de ser em vão

Em nossos olhos, em teu perdão
Dos nossos sonhos, na ilusão
Desde o principio estou perdido
Correndo o risco de ser ouvido

Toda certeza tem outro lado
O que é certo, já esteve errado
Para um começo sempre há um fim
Ou é um consenso, ou é um sim

em tantos dias me foge a paz
e vejo longe meus idéias
vejo meu mundo a se mudar
e lá no fundo, não vou ligar

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Da forma de amar

Amo, da única maneira
Que a vida me ensinou a amar
Da forma que meu coração
Se sentiu bem a encarar
De um jeito que não é correto
Mas de todo é sincero
Desculpe, mas não é fácil perdoar
Mais difícil ainda enxergar
O que parece tão distante
Tudo ocorre em um instante
O tempo logo corre a passar

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Narina Elenco

Toda noite traz a solidão com o frio
E o meu coração batendo tão vazio
Sente teu cheiro tomar o ar
Toda noite minha pele sente aquele arrepio
E meu peito sofre ao lembrar o que sentiu
Quando sua imagem vem brindar o meu olhar
A razão impõe ao suspiro um desafio
Pelo que sinto você nunca partiu
E está sempre prestes a voltar
Minha mente reflete que tudo está perdido
E eu penso, sonho, quero estar contigo
Mesmo sabendo que podes mais não me amar
Meu coração acelera todos os sentidos
Para a lua eu choro, gemo, grito
Querendo que você venha me perdoar
Meu colo sente a falta do teu corpo macio
E o meu mundo que agora mergulha no sombrio
Busca o teu sol para poder se iluminar
A idéia de que tens outro amor é tão hostil
E o impossível de te ter é mórbido e febril
E eu medo é de não te encontrar
A tua voz acende no meu corpo o pavio
E minha alma incandesce em desvario
Ao simples passo de ouvir você chegar
E espero toda noite sem vacilo
Que apenas por um toque do destino
Ao meu amor você volte a se entregar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sombras e ventos

As nuvens se afastam com calma
É impossível não notar
As sombras cobrem minha alma
Eu não sei pra onde olhar


Será que com o tempo eu errei
Nada mais eu sei
Do que a verdade

Vc se foi, eu me afastei
Hoje enfim notei
Que ficou saudade

Há moinhos de vento
Há dragões pelo chão
Há uma sombra no tempo
Uma luz na escuridão
Há marcas e sentimentos
Que nunca te deixarão
Há lembranças correndo
Na sua direção


Fiz tudo que achei certo
Mas nunca consegui acertar
As mágoas deixaram meu peito aberto
Sem saber se é amar

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

No tempo

Conforme o tempo passa
O jovem vira adulto
A vida deixa farpas
O mundo vira inseguro
Quebram-se as correntes
Mas mais altos ficam os muros
Morrem os inocentes
Prevalecem os impuros
Os sentimentos ficam fracos
A razão imponente
Os homens tornam-se bárbaros
O poder fica mais atraente
Os sonhos já não são mais os mesmos
Os limites chegam mais perto
O tempo muda os desejos
Você se sente deserto

domingo, 23 de janeiro de 2011

Teu efeito

O teu olhar levou meu juízo
Fiquei sem pensar,
Desesperado pelo teu sorriso
Meu corpo a queimar
E só a teus lábios chama
Não cabe ao homem pensar
Quando tem alguém que ama.
O teu efeito sobre mim
Me torna inerte
Tua voz, o teu sim
O olhar e o flerte
Te vejo passar, levar o meu chão
Só você me faz voar
Ferver em tua atração
O teu efeito sobre mim
É passar e me tornar inocente
É o puro e tão doce amor
Que adormecia apenas em minha mente
É a brisa que vem com o luar
E afasta as noites quentes
Me faz procurar seus olhos
Nas estrelas incandescentes
E teus lábios em todo lugar
Para mergulhar intensamente
O teu efeito sobre mim
Modifica a todo meu ser
Me encaixa em teu semblante
Traz gosto ao meu viver
Prazer em ser teu instante.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Poeta sem alma

O poeta sem alma
Sem verso, sem flor
A vida na maré calma
Sem texto, sem amor
Vagando pela noite
Num sonho febril
Desbravando horizontes
Levando a vida por um fio
Enfrentando feras
Nas montanhas e florestas
Do seu próprio coração
Lutando batalhas e guerras
De sua própria emoção
O poeta sem alma
Sem fogo, sem paixão
O mundo escapa de sua palma
A vida chora em um refrão
De uma vida solitária
Versos de muitos romances
A escuridão de cada falha
A lembrança de cada instante
Das marcas da vida
De vitórias e decepções
Dentro de cada ferida
Sonhos e ilusões