domingo, 16 de janeiro de 2011

Poeta sem alma

O poeta sem alma
Sem verso, sem flor
A vida na maré calma
Sem texto, sem amor
Vagando pela noite
Num sonho febril
Desbravando horizontes
Levando a vida por um fio
Enfrentando feras
Nas montanhas e florestas
Do seu próprio coração
Lutando batalhas e guerras
De sua própria emoção
O poeta sem alma
Sem fogo, sem paixão
O mundo escapa de sua palma
A vida chora em um refrão
De uma vida solitária
Versos de muitos romances
A escuridão de cada falha
A lembrança de cada instante
Das marcas da vida
De vitórias e decepções
Dentro de cada ferida
Sonhos e ilusões

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